Faço desse lugar uma caixinha de segredos partilhados. Conto das (des)venturas de ser gente fazedora de caminhos, domadora de ideias e admiradora dos detalhes perfumados da cozinha. Mas não espere grande coisa: gosto das miudezas, dos cantinhos. E à doçura dessas preferências acrescento o azedume concentrado do limão (e do pensamento) – para equilibrar o sabor e clarear os saberes.

Se você tem aí um pacote de bolacha maria, uns 200g de doce de leite e uma barra e meia de chocolate ao leite (cerca de 250g), aproveite pra fazer alfajor de biscoito! Super prática e fácil, além de mega-gostosa, a receita rende por volta de 13 unidades.

Modo de preparo:

Faça “sanduíches” de bolacha maria com doce de leite e reserve (sugestão: o sanduíche com três bolachas deixa o alfajor mais alto e mais bonito). Corte o chocolate em pedaço pequenos e derreta em banho maria. Com a ajuda de um garfo e uma colher, banhe os sanduíches de biscoito no chocolate e depois os coloque sobre uma bandeja forrada com papel manteiga. Leve a geladeira por cerca de trinta minutos para que o chocolate endureça. Sirva.

Algumas curiosidades sobre o Alfajor:

Alfajor é um doce tradicional da Argentina, Chile, Peru, Uruguai e outros países ibero-americanos, mas originalmente criado na Espanha.
O doce nasceu em Andaluzia, o nome vem do árabe al hasu e significa recheado.
Não, ele não é argentino, mas merecia ser.
A história do alfajor, o doce mais tradicional da Argentina tem origem na cozinha árabe.
O doce é composto de duas ou três camadas de massa, que após assadas devem ser levemente crocantes e macias, quase esfarelando, mas firmes, e com recheio de doce de leite, coberto com chocolate derretido ou polvilhado com açúcar de confeiteiro.
Originalmente produzido com amêndoas, mel e avelãs, chamou-se também alaju, e chegou às ruas espanholas como alfajor.
Daí para frente, sua receita sofreu várias alterações, até chegar à composição atual que usa farinha, açúcar, ovos, essência de limão e amêndoas, recheada de doce de leite e coberta de chocolate ou açúcar.
No século XVIII, em Córdoba, nos conventos e casas religiosas, mãos habilidosas preparavam entre outros doces um biscoito de formato quadrado, unidos entre si por doce de leite e cobertos de açúcar, era chamado de tableta.
O pioneiro dos alfajores argentinos foi, em 1869, D. Augusto Chammás (químico francês que chegou em 1840) que inaugurou uma pequena indústria familiar dedicada à confecção de doces e outros confeitos.

Trecho retirado de Na cozinha com Aninha.


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